Desculpem
O não nos encontrarmos hoje é culpa minha. Foi um repente que me deu. Foi a escapatória mais óbvia. Desculpem. Deu-me vontade de chorar. É verdade, deu-me vontade de dar dois berros e chorar a merda toda para fora.
Desculpem. Tenho mesmo um sentimento de culpa por não nos vermos há tanto tempo, e eu não gosto de estar tanto tempo assim, sem vos ouvir a rir. Foda-se. Há dias em que não gosto de mim e me apetece bater com a cabeça na parede, e hoje é um deles.
Não aconteceu nada de especial. Perguntei ao patrão o que é que lhe tinha acontecido ao olho, uma vez que tem um derrame, ao que ele respondeu «pensei no trabalho que você anda aqui a fazer e acordei assim…». O gajo do topo não dá valor ao que faço, e porquê? Primeiro porque ele é uma besta; e segundo porque como faço de tudo acabo por não ter uma função estanque. Foda-se, ando sempre a desenrascar e a ajudar este e aquele, além de ter que fazer o normal de todos os dias, e ainda me vem com estas merdas! O problema é que ele me diz isto, e a outros, de vez em quando, mas sempre com aquele ar de gozo. Eu normalmente entro na brincadeira, mas hoje não gostei e fiz cara feia. Começou a insistir numa merda que eu tinha que fazer. Só que tinha que o fazer à maneira dele. Ainda estrabuchei e tentei fazer com que ele visse a razão, mas não adianta. É mais teimoso que uma porta. E eu calei e andei. E enchi o saco mais um pouco. Só fiquei mais descansado quando o meu superior directo me diz algo do género: não ligues, continua.
Acho que ultimamente ando um pouco sobre pressão. A minha vida vai mudar, e eu, por outro lado, ando a ver se mudo a minha vida.
Desculpem. Hoje descarreguei em vocês, ou melhor, em nós. Se o arrependimento matasse… Mas também é preciso ver as coisas pelo lado positivo: se não fosse eu a desmarcar isto tudo, como é que a irmã da Joana se safava? Hum? Pois é, tudo graças a mim!
(Será que não perco esta mania irritante de tentar fazer uma piada com tudo? Chiça!)
Desculpem. Tenho mesmo um sentimento de culpa por não nos vermos há tanto tempo, e eu não gosto de estar tanto tempo assim, sem vos ouvir a rir. Foda-se. Há dias em que não gosto de mim e me apetece bater com a cabeça na parede, e hoje é um deles.
Não aconteceu nada de especial. Perguntei ao patrão o que é que lhe tinha acontecido ao olho, uma vez que tem um derrame, ao que ele respondeu «pensei no trabalho que você anda aqui a fazer e acordei assim…». O gajo do topo não dá valor ao que faço, e porquê? Primeiro porque ele é uma besta; e segundo porque como faço de tudo acabo por não ter uma função estanque. Foda-se, ando sempre a desenrascar e a ajudar este e aquele, além de ter que fazer o normal de todos os dias, e ainda me vem com estas merdas! O problema é que ele me diz isto, e a outros, de vez em quando, mas sempre com aquele ar de gozo. Eu normalmente entro na brincadeira, mas hoje não gostei e fiz cara feia. Começou a insistir numa merda que eu tinha que fazer. Só que tinha que o fazer à maneira dele. Ainda estrabuchei e tentei fazer com que ele visse a razão, mas não adianta. É mais teimoso que uma porta. E eu calei e andei. E enchi o saco mais um pouco. Só fiquei mais descansado quando o meu superior directo me diz algo do género: não ligues, continua.
Acho que ultimamente ando um pouco sobre pressão. A minha vida vai mudar, e eu, por outro lado, ando a ver se mudo a minha vida.
Desculpem. Hoje descarreguei em vocês, ou melhor, em nós. Se o arrependimento matasse… Mas também é preciso ver as coisas pelo lado positivo: se não fosse eu a desmarcar isto tudo, como é que a irmã da Joana se safava? Hum? Pois é, tudo graças a mim!
(Será que não perco esta mania irritante de tentar fazer uma piada com tudo? Chiça!)
0 Comments:
Enviar um comentário
<< Home